20 out
O PV foi convidado a participar da divulgação de uma das várias ações do GreenPeace. Esta ação faz um alerta para o perigo da geração de energia nuclear, e o quanto ela pode ser prejudicial a natureza e a saúde humana.
Veja este vídeo abaixo que mostra o ciclo de produção da energia nuclear:
São Paulo, 16 de outubro de 2008 – Após oito meses de investigação, o Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, na Bahia (BA). A mina e uma unidade de beneficiamento de urânio são gerenciadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A denúncia, que demonstra que a geração de energia nuclear é perigosa e poluente desde a sua origem, faz parte do relatório Ciclo do Perigo - Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil, que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira (16/10) em São Paulo.
“A denúncia é muito grave e reforça a necessidade de uma investigação independente urgente sobre a qualidade da água e as condições de saúde da população que vive no entorno da INB”, afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia Nuclear do Greenpeace. “O caso mostra que os impactos e riscos da energia nuclear começam na origem do combustível que alimenta as usinas de Angra dos Reis e o Programa Nuclear Brasileiro”.
A coleta das amostras de água para consumo humano e animal foi feita por uma equipe do Greenpeace em abril de 2008, em pontos localizados dentro de um raio de 20 quilômetros ao redor da mineração de urânio da INB em Caetité. As amostras foram encaminhadas a um laboratório independente credenciado no Reino Unido para a realização de análises. Pelo menos duas amostras de água apresentaram contaminação por urânio muito acima dos índices máximos sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).
A amostra de água colhida de um poço artesiano a cerca de oito quilômetros da mina apresentou concentrações de urânio sete vezes maiores do que os limites máximos indicados pela OMS, e cinco vezes maiores do que os especificados pelo Conama. Outra amostra, coletada de uma torneira que bombeia água de poços artesianos da área de influência direta do empreendimento da INB, estava com o dobro do limite estabelecido pela OMS e acima do índice Conama.
Segundo os habitantes das comunidades que utilizam água das fontes analisadas, a INB colhe amostras em intervalos regulares para análises, mas as informações sobre a qualidade da água não são repassadas à população. Uma vez liberado no meio ambiente, o urânio entra na cadeia alimentar humana pelo consumo de água ou de alimentos contaminados, como leite e vegetais. De acordo com a bibliografia médica e científica disponível, a ingestão contínua de urânio, ainda que em pequenas doses, pode causar
danos à saúde, tais como ocorrência de câncer e problemas nos rins.
“Os sentimentos das populações dos municípios de Caetité e de Lagoa Real são de silêncio e indiferença, talvez pelo resultado de uma imposição da INB”, afirma Osvaldino Alves Barbosa, padre da catedral de Caetité. “Mas quando o assunto aparece, as pessoas ficam apreensivas, com medo e até aterrorizadas.”
Segundo padre Osvaldino, o desafio agora é articular com a sociedade civil a divulgação das informações necessárias, exigir dos governos do Estado e federal o respeito aos direitos humanos da população e monitoramento dos que trabalham na mina e vivem nas comunidades do entorno dela, bem como garantir a investigação independente do nível de radioatividade na água consumida por todos.
“Para isso instituímos em Caetité uma Comissão Paroquial de Meio Ambiente para tentar concretizar essas demandas”, afirma padre Osvaldino.
O relatório Ciclo do Perigo revela que os riscos de contaminação da água foram apontados no EIA/Rima do empreendimento, sendo, assim, velhos conhecidos da INB e dos órgãos licenciadores e fiscalizadores da atividade de mineração do urânio - Ibama e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O estudo detalha ainda problemas e controvérsias no licenciamento ambiental e nuclear, além de infrações e acidentes ocorridos na operação de extração, beneficiamento e transporte do urânio.
Para atender a demanda de combustível com a eventual construção de Angra 3, o setor nuclear planeja duplicar a capacidade produtiva anual da INB de 400 para 800 toneladas de yellow cake (concentrado de urânio) e iniciar a exploração da mina de urânio de Santa Quitéria, no Ceará.
“Enquanto os verdadeiros impactos da mineração de urânio em Caetité permanecem desconhecidos, o governo Lula adota políticas de incentivo à geração nuclear no Brasil, ignorando os altos riscos e custos sociais e ambientais dessa tecnologia. Os interesses comerciais e militares na mineração do urânio e fabricação de combustível nuclear estão falando mais alto do que a segurança da população e do meio ambiente no país”, afirma Rebeca Lerer. “A poluição e o perigo da energia nuclear começam na mineração e culminam com os rejeitos altamente radioativos que saem das usinas nucleares. A sociedade brasileira não quer conviver com ameaças nucleares e depósitos de lixo radioativo.”
O Greenpeace e entidades sociais e ambientais da Bahia encaminharam a denúncia ao Ministério Público Federal da Bahia, exigindo a realização de investigação independente sobre a fonte e extensão da contaminação, bem como as condições de operação da INB e o cumprimento das condicionantes dispostas no licenciamento ambiental. A organização também solicitou ao INGA – Instituto de Gestão das Águas, do governo da Bahia, que suspenda as outorgas de água concedidas à INB até que a contaminação seja solucionada.
11 Respostas para "Greenpeace - Energia nuclear - Não!"
Só fazemos merda com o planeta…
http://br.youtube.com/watch?v=1l6dow96AU4
Hahaha, piada isso ae! Não da pra ve que esse greenpeace é sensacionalista ae extremo?!?! O manuseio da materia prima do urânio (que não é radioativa, e é salientada como causadora de câncer no vídeo, sendo que até mesmo toxinas geradas por fungos ingeridos diariamente por todos causam câncer, como exemplo Aspergillus e Panicillium), é feita de forma muito cautelosa. greenpeace é uma ong com fins lucrativos descaradamente, até porque dois diretores desta empresa já foram afastados por desvio de verba e a maior parte do dinheiro dessa organização vem de idosos norte americanos que não tem nem ideia do destino de seu dinheiro. Salientando que isso só freia a nossa economia e desacelera o crescimento brasileiro.
Opinião do greenpeace sobre as energias:
Usina de carvão: muito CO2 emitido
Hidroeletrica: Depredação da meio ambiente com o alagamento
Usina Nuclear: Lixo nuclear e “cancer pra todos os lados”
Que q eles querem!??! que uma cidade como Sao Paulo seja movida a energia solar?!?! que cada um produza sua energia com suas flatulencias?!
Sem falar do biocombustivel que é completamente condenado pelo movimento por “destinar a produçao de alimentos para combustivel”… rizada neh!? a parte fibrosa e proteica dos graos utilizados permanece disponivel para consumo animal!!!
Um pais como o Brasil que está em processo de desenvolvimento não merece essa barreira que esta maldita organização nos proporciona……..
http://www.youtube.com/watch?v=eScDfYzMEEw
Totalmente contra essa ação do greenpeace. Algumas açoes deles são ate legais (tipo, movimentos anti-casacos de pele… sei la), mas apontar o dedo pra isso como se fosse obra do capeta (quando pode muito bem ser uma puta solulçao) e ainda nao aprensentar opção melhor é uma puta babaquice…
[...] lá no procurando vagas, esse vídeo em português mostrando todo o ciclo produtivo da extração, enriquecimento e [...]
Parabéns pela divulgação da matéria! Precisamos saber das besteiras que são feitas na nossa casa.
Para aqueles que defendem a “aceleração do crescimento”, pensem que isso é possível sem destruir o planeta onde nossos filhos vão viver.
Que texto idiota, é óbvio que se há minério no subsolo, a água de origem subterrânea vai estar “contaminada”, o seja vai ter traços desses minérios. A única solução é mudar as pessoas de lugar.
Estas coisas não se fala na tv
Mandoo bem fuinha , materia boaa , como o cara falo essas coias não se falam na TV , so internet mesmo pra fikar pro dentro de tudoo !!
Renatim / Barbacena

Caros colegas do PV, fiquei muito triste em saber que esse excelente blog está sendo contaminado por historinhas sensacionalistas do GreenPeace. Tudo que eles falam sobre material radioativo é pura babozeira, digo isso com convicção, pois sou mestre e doutor em tecnologia nuclear e sei o que estou dizendo.
A manipulação do minério radioativo não causa isso que eles adoram espalhar em suas campanhas. Se isso fosse verdade, a população que vive nas praias com areias monazídicas seriam as pessoas mais cancerosas do planeta. Fora isso a população de pessoas que trabalha na Av paulista seriam pessoas com altos índices de cancer, pq no cimento temos concentração de material radioativo. Se usinas nucleares fossem a desgraça do planeta, a França que tem 95% da energia produzida dessa forma a muitos anos, seria o país com altíssimos níveis de cancêr na população.
Poderia citar muitos outros exemplos, mas não vou mais gastar meu tempo com esse tipo de gente comprada. Portanto, antes de acreditarem nas babozeiras do GreenPeace, por favor, vão estudar e se informar. O dia que ONG servir para alguma coisa, a não ser fazer marketing e ser patrocinadas por empresas concorrentes, aí poderemos começar a pensar mais.
GREENPEACE = INFORMAÇÃO FALSA = LIXO
O Green Peace leva muita sorte porque a humanidade é BURRA e IGNORANTE.
Dar medo na população com informações distorcidas é típico de ONGs como essa. Porque temos milhões de ONGs na Amazônia e não temos nenhuma no sertão para cuidar das pessoas que passam fome… porque com certeza não será lucrativo né?
Morte as ONGs e principalmente ao Green Peace (este último deveria tornar público as empresas patrocinadoras de seus eventos)
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